Especialista da AxisMed orienta diabéticos sobre refeições no Natal
E mostra que é possível aproveitar as festas de final de ano sem comprometer a saúde
As comemorações de final de ano estão se aproximando e com elas mesas fartas repletas de guloseimas, que podem ser um perigo para pessoas com diabetes. Para não ceder às tentações e prejudicar a saúde, vale a pena investir em um cardápio saudável composto por peixes, carnes magras, frutas e hortaliças, por exemplo. Bebidas sem açúcar e frutas para sobremesa são boas alternativas para um menu leve e que não irá comprometer a qualidade de vida da pessoa.
Segundo Alessandra Domenici, nutricionista especialista em nutrição clínica da AxisMed, pioneira e líder em Gerenciamento de Doentes Crônicos (GDC) no Brasil, o controle é a melhor opção para manter o bem-estar e festejar com os parentes e amigos. "O controle eficaz inclui mudanças de estilo de vida, tais como adoção de alimentação saudável. A prática de atividade física, manutenção do peso adequado e abstenção do fumo também contribuem para a evolução do quadro clínico do diabético", reforça. Entretanto, vale ressaltar que tais medidas apenas funcionam quando atreladas ao tratamento medicamentoso recomendado a cada paciente por seu médico.
As preparações ricas em gorduras como lombo, pernil, leitão ou receitas à base de creme de leite e maionese, de acordo com a nutricionista, devem ser repensadas e podem ser substituídas também pelos tradicionais e não menos saborosos peru e chester, saladas com molhos à base de iogurte e farofa sem bacon, com uva passa e cenoura ralada. Para as sobremesas, as compotas de frutas, assim como doces preparados com adoçantes culinários são ótimas opções. Os panetones na versão diet também são recomendados por não conterem açúcar na preparação. "Independente dos pratos, salgados, doces, panetones ou castanhas, o melhor é não exagerar no tamanho das porções para manter a glicemia sob controle também no período de festas", alerta Alessandra.
De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, entidade ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de diabéticos no mundo passa de 250 milhões. No Brasil, dados da Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) mostram que cerca de 10 milhões de pessoas têm a doença, mas apenas metade tem consciência de sua situação. Deste total, 7,6 milhões são acometidos pelo tipo 2 da doença, o mais comum e único que pode ser evitado.
Os tipos de diabetes
Diabetes do Tipo 1 - pessoas com este tipo produzem muito pouca ou nenhuma insulina. A doença surge geralmente na infância e o diagnóstico pode ser obtido por meio de exames de sangue, glicemia de jejum ou hemoglobina glicosilada. Após a constatação da doença, o paciente deve controlar sua alimentação, tomar insulina diariamente e realizar o automonitoramento por meio de medidas do nível de açúcar no sangue (glicemia). Os sintomas mais comuns deste tipo de diabetes são sede excessiva, fome constante, urina excessiva, perda de peso sem razão aparente, respiração rápida e difícil, alterações na visão, tonturas ou fadiga.
Diabetes do Tipo 2 - pessoas com a condição não conseguem utilizar eficazmente a insulina que produzem, ou seja, as células não conseguem metabolizar o açúcar (ou glicose) presente na corrente sanguínea por uma alteração conhecida como "resistência Insulínica". A insulina chega a ser produzida pelo pâncreas, porém o corpo torna-se resistente à insulina produzida e esta não desempenha sua ação biológica, causando um aumento anormal de glicose no sangue. Pessoas com diabetes do tipo 2 podem ter sintomas semelhantes aos dos pacientes com a do tipo 1, entretanto muitos casos são praticamente assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico. Por isso, quase metade das pessoas com diabetes tipo 2 desconhece o problema.
